Chegavam notícias frescas da frente de combate. O inimigo avançava com uma frente fria, vinda da Sibéria, em direcção às paradisíacas praias lusitanas. A situação exigia medidas drásticas. O grupo de comando reuniu-se então secretamente no bunker...
A preocupação era visível nos rostos dos camaradas de armas.
O General Cardoso de Almeida, colocou a arma ao ombro e verbalizou a sua fúria:
— Eles que venham, eles que venham que a gente cá lhes dá com a pá(nela)!
O problema parecia ser mesmo como alimentar as tropas se se realizasse a ocupação do inimigo...
Mas a solução estava encontrada! Se acabar a carne, comem-se os OSSOS!
Então, brindemos a isso, pá!
E a festa começou...
Por fim, quando já nem os ossos se aproveitavam, eis que o Brigadeiro Grandão sacou o seu habitual coelho da cartola! Uma iguaria, vinda da península itálica, que muito poucos estariam à espera!
O Brigadeiro Pereira pediu calma, muita calma, não vá a coisa dar para o torto e depois as latrinas não chegam para todos...
— O melhor é eu dar a minha benção a isso, não vá o Diabo tecer uma diabrura qualquer...
O momento era de grande expectativa...
onde todos pareciam ter uma opinião a dar!
Porém, e após alguns passes de mágica,
bem como de alguma paciência à mistura
eis que o grande manjar estava pronto!
Por fim, o mensageiro Café, já quase no limite das reservas da ração, trouxe a boa nova!
Afinal a frente fria inimiga não passou para cá da Alemanha e finalmente as tropas puderam regozijar de alegria!
Mas a luta continua!